Curso online · janeiro a junho de 2027
Curso de Competências de Focusing 2027
Aprende Focusing de uma forma suave e flexível, com a regulação do sistema nervoso presente em todas as sessões, pensada para diferentes perfis (como alta sensibilidade, neurodivergência, trauma e sobrecarga), num grupo pequeno (máx. 7 participantes).
Integrativo Sensível ao trauma Neuroafirmativo Certificado pela British Focusing Association
- 60 horas
- 20 sessões semanais
- Online, em português
- No máximo 7 participantes
- Aberto a principiantes
- Certificado da BFA incluído
Grupo
Quartas-feiras · 18h00–21h00 (hora de Lisboa)
20 de janeiro – 30 de junho de 2027
540 € se te inscreveres e pagares até 15 de dezembro de 2026 · ou 600 € em cinco prestações570 € de uma só vez · ou 600 € em cinco prestações
Ou experimenta primeiro o Focusing numa sessão comigo (35 €)
As inscrições estão fechadas. Para receberes notícias do próximo curso, subscreve a minha newsletter.
Em que pode ajudar o Focusing
Muita gente aprendeu a aguentar e a seguir em frente: a passar por cima do cansaço, do receio, do sobressalto, e a fazer o que tem de ser feito. Ou tenta resolver tudo com a cabeça e anda às voltas: o pensamento só consegue segurar uma ou duas peças de cada vez, enquanto o corpo sente a situação como um todo. O Focusing é uma forma de nos voltarmos para esse sentir e de deixarmos que o passo seguinte venha daí. Pode ajudar, por exemplo:
- quando sentes que não consegues avançar com uma decisão, uma relação, um projeto criativo ou um problema no trabalho;
- quando o que sentes é demasiado e gostavas de ter um pouco de espaço à volta disso, em vez de te deixares arrastar ou de o afastares;
- quando queres perceber o que realmente sentes ou de que precisas, para lá do que achas que devias sentir;
- quando queres fazer companhia a alguém (na amizade, na família ou no trabalho) sem te apressares a resolver, aconselhar ou julgar.
O que surge é muitas vezes pequeno, mas real: uma sensação de alívio, uma nova compreensão, um passo seguinte que sentes que é o certo para ti.
«Quando aprenderes a fazer focusing, vais descobrir que o corpo, ao encontrar o seu próprio caminho, traz as suas próprias respostas a muitos dos teus problemas.»
O que é o Focusing Experiencial
O Focusing Experiencial (também chamado Focalização Experiencial), descrito pela primeira vez pelo filósofo Eugene Gendlin, é uma forma de escutar aquilo que sentes mas ainda não consegues pôr em palavras. Apesar do nome, não tem a ver com concentração: é um tipo de atenção suave e curiosa. Nasceu da investigação de Gendlin com o psicólogo Carl Rogers: as pessoas que mais beneficiavam da psicoterapia tendiam a fazer uma pausa e a sentir no corpo algo sobre a sua situação que ainda não estava claro. Gendlin mostrou depois que esta capacidade se pode aprender.
Na prática, uma sessão pode ser assim. Primeiro, dás-te um momento para chegar, com aquilo que te ajudar a sentir apoio. Depois, voltas-te para uma situação (por exemplo, uma relação ou um projeto criativo) e reparas em como sentes tudo isso, no seu conjunto, antes de teres palavras para o dizer. Gendlin chamou-lhe felt sense: um significado sentido no corpo. Já o conheces do dia a dia: a noção do que queres dizer, mesmo antes de as palavras chegarem; aquela sensação insistente de que te esqueceste de alguma coisa, antes de saberes o quê; o peso no peito quando pensas numa conversa que andas a adiar. Também te podes voltar para um felt sense que já lá está, como uma inquietação que ainda não sabes explicar. Depois, fazes-lhe companhia, com delicadeza e sem pressa, e deixas que se exprima: numa palavra ou frase, numa imagem, num som, num gesto ou numa postura, num movimento, num desenho. Vais vendo se o que surge condiz com o que sentes e, por vezes, algo muda: um pequeno alívio, uma nova compreensão, um passo seguinte. O Focusing apoia-se na inteligência de todo o teu ser, com o corpo, os sentimentos, os pensamentos e os sentidos externos a trabalhar em conjunto, e não apenas no pensamento.
Neste curso, vais praticando essa forma de fazer companhia a partir de um lugar recursado em ti: um lugar onde sentes apoio suficiente para acolher o que encontrares com cuidado, curiosidade e paciência. Há quem lhe chame Eu Maior (Larger Self); Ann Weiser Cornell chama-lhe Eu-em-Presença (Self-in-Presence); eu costumo dizer simplesmente presença recursada. Para umas pessoas, é uma sensação de amplitude; para outras, de amparo e aconchego, como uma manta pesada. É um convite contínuo, um caminho, uma exploração do que te ajuda a chegar a uma sensação de segurança e de apoio.
«Para trabalhar algo que está mal, ajuda recordar o que está bem, onde estou são. […] o meu corpo trabalhará melhor sobre o que está mal se eu primeiro o deixar sentir-se inteiro e são, e só depois me voltar para o que está mal.»
Com outra pessoa, a focalizadora ou o focalizador (quem faz Focusing) pode falar, mexer-se, desenhar, ficar em silêncio ou fazer o que lhe parecer certo para o lugar interior que está a acompanhar. Quem acompanha faz-lhe companhia: primeiro em silêncio, mais tarde devolvendo-lhe o que diz, depois com sugestões suaves (que quem focaliza é livre de ignorar) e, por fim, propondo uma prática curta para se acalmar, quando for preciso. Ter esta companhia torna muitas vezes mais fácil ficar com o que se sente.
Não é preciso teres jeito para «sentir o corpo». Se te custar voltares-te para dentro, podemos começar por uma cor na sala, o apoio da cadeira, um som, uma palavra, uma imagem ou um movimento, ou simplesmente pelo facto de ainda nada estar claro. Tudo isto são boas portas de entrada, e o resto construímos em conjunto, passo a passo, ao ritmo de que precisas.
Para quem é
Talvez te reconheças nalgum destes pontos:
- Sentes mais do que ainda consegues pôr em palavras.
- Há algo na tua vida que já te faz bem ou te dá vida, e gostavas de lhe dar mais espaço e de deixar que te apoie.
- Sabes que algo é importante, ou que alguma coisa não está bem, e ainda não consegues dizer o quê.
- Sentes-te muitas vezes em alerta, em sobrecarga ou em modo avião, e gostavas de uma forma mais suave de te escutares.
- Já tentaste afastar um sentimento à força de pensar, de fazer exercício ou de te distraíres. Isso pode ajudar, mas é diferente quando o próprio sentimento tem espaço para mostrar aquilo de que precisa a seguir.
- Já te disseram «relaxa» ou «respira fundo», e não ajudou.
- Já experimentaste mindfulness ou trabalho somático e achaste demasiado rápido, demasiado parado ou demasiado intenso, ou tão centrado nas sensações do corpo que o significado se perdia.
- A tua profissão é escutar outras pessoas e tens curiosidade por outro tipo de escuta: uma que acolhe a pessoa inteira, com o seu corpo, sentimentos, pensamentos e intuições, e que também te podes oferecer.
O curso é para qualquer pessoa que queira aprender Focusing Experiencial: para a sua própria vida, para o praticar com outras pessoas ou como primeiro passo para uma formação profissional em Focusing, com a British Focusing Association (BFA), a associação britânica de Focusing, ou noutro programa de certificação. Não é preciso ter formação na área.
Foi pensado para funcionar com diferentes perfis, por isso também é para pessoas altamente sensíveis ou neurodivergentes (por exemplo, autistas, com PHDA), que conhecem por dentro o trauma ou a sobrecarga, ou que acharam outras formações somáticas demasiado rápidas ou demasiado intensas.
Se já conheces o Focusing, o curso é uma oportunidade para revisitar os fundamentos com o apoio sempre em primeiro lugar e uma abordagem integrativa, como fizeram várias pessoas com experiência em Focusing em 2026.
Todas as pessoas são bem-vindas. A conversa gratuita serve para vermos em conjunto se o curso é adequado ao momento em que estás e, se quiseres experimentar primeiro o Focusing, podes vir a uma aula experimental gratuita ou marcar uma sessão individual comigo (50 minutos, 35 €).
É uma formação, não é psicoterapia: não faço diagnósticos nem trato problemas de saúde física ou mental, e o curso não substitui a psicoterapia.
Como trabalhamos
1. Primeiro, o apoio
A intenção é começar por aquilo que te ajuda a sentir apoio ou segurança suficientes e manter essa sensação de segurança e de apoio ao longo de toda a sessão de Focusing. Nem sempre vai correr na perfeição, e não faz mal: é um convite e um caminho de aprendizagem, não uma exigência. Depois, os lugares mais difíceis podem ser abordados com cuidado, só até onde quiseres. «Hoje não» é sempre uma resposta válida. Quando és tu a fazer Focusing, escolhes o tema (que pode ser positivo: não temos de nos focar em problemas), o ritmo e a profundidade, e nunca tens de contar a tua história em voz alta. Muitas vezes chamo janela de apoio a esse espaço onde sentes apoio ou segurança suficientes (a Organic Intelligence® fala de uma «janela de bem-estar»). O apoio pode chegar de muitas formas: por exemplo, através do que vês, ouves ou tocas à tua volta, da cadeira que te sustenta, de um movimento, de uma imagem, de uma memória, de uma sensação agradável, de um sentimento de aconchego.
«O primeiro movimento do focusing (e, na verdade, cada um dos seus movimentos) depende de haver uma sensação boa como uma espécie de pano de fundo, em contraste com o qual se sente o problema.»
2. Passos pequenos, ancorados no apoio
Do Somatic Experiencing® (um método corporal para lidar com o stress e o trauma) e de outras abordagens que têm em conta o trauma e o sistema nervoso, trago três ideias. Os recursos: encontrar aquilo que te apoia e voltar a isso. A titulação: aproximar-te do que é difícil em passos suficientemente pequenos para não perderes a âncora da segurança e do apoio que sentes. E a pendulação, tal como a entendo: manter a âncora naquilo que te apoia enquanto te voltas para o que é difícil, tanto e durante tanto tempo quanto te parecer bem, sem perderes o pé na segurança que sentes.
Aprendemos também a reconhecer as respostas de sobrevivência (por exemplo, luta ou fuga, congelamento, colapso), as reações automáticas do corpo que nos podem deixar em alerta ou em modo avião, e o que pode ajudar quando começam a pesar mais do que a sensação de estar bem, em segurança e com apoio. Tudo isto é uma intenção e um caminho de aprendizagem: não faz mal nenhum se não acontecer logo, nem durante algum tempo.
3. Primeiro, o silêncio, na prática a pares
Como acompanhante, começas por fazer companhia à outra pessoa em silêncio; os reflexos (devolver-lhe o que diz) e as sugestões vão chegando aos poucos. Se uma sugestão não encaixar, dizer «não, isso não» é um sucesso: quer dizer que te escutaste.
4. Muitas vias para sentir e exprimir
O sentir pode começar no corpo, como é habitual no Focusing, mas também pode começar na mente (por exemplo, num pensamento, numa imagem) e no ambiente à tua volta (por exemplo, no que vês, ouves ou tocas); e aquilo que sentes pode exprimir-se em palavras, desenho, som, movimento, escrita, silêncio, etc. Convido-te a seguir o que mais te ajudar em cada momento, o que te parecer ser o passo certo a seguir. É isto que torna esta abordagem integrativa: procura juntar as diferentes vias de sentir e de exprimir que cada corrente do Focusing valoriza.
5. Quem sabe do teu corpo és tu
O curso é neuroafirmativo: as diferenças na forma como sentes, processas e te exprimes são bem-vindas tal como são, não são algo a corrigir, e tanto a forma de fazer Focusing como o lado prático de participar nas sessões (o movimento, a câmara, o chat, o ritmo) se podem adaptar a ti. Se achares que ajuda, podes partilhar os diagnósticos que tenhas (comigo ou com o grupo), mas não é obrigatório.
Nunca precisas da minha autorização para cuidares de ti. Senta-te, levanta-te ou deita-te; espreguiça-te, anda de um lado para o outro ou balança-te; mexe em objetos, rabisca ou faz tricô; desvia o olhar, desliga a câmara ou sai sempre que precisares. Podes até participar a partir de um jardim. E se escrever for mais fácil do que falar, o chat está sempre aberto. Se o teu corpo precisar de se mexer para acalmar, isso é regulação, não distração.
6. Um ritmo previsível
As sessões seguem mais ou menos a mesma ordem, para saberes o que vem a seguir, com margem para adaptar: acolhimento, prática inicial, ronda de chegada, apresentação do tema do dia com uma demonstração ao vivo, perguntas e respostas, intervalo, prática a pares e um momento final de partilha e fecho. Vê «Uma sessão típica», mais abaixo.
7. Gravações sem ti
A prática inicial, a apresentação e as perguntas e respostas são gravadas só comigo no ecrã, para poderes recuperar uma sessão ou rever um tema, e nunca apareces nas gravações. Repito cada pergunta em voz alta antes de responder, e as vozes de quem participa são cortadas na edição.
8. Um só grupo, do início ao fim
O mesmo grupo pequeno durante as 60 horas. Com sete pessoas no máximo, há tempo para toda a gente em cada sessão, e a confiança tem tempo para crescer.
Uma sessão típica
As sessões seguem mais ou menos esta ordem. A duração de cada parte, e às vezes a ordem, adaptam-se àquilo de que o grupo precisa.
- Acolhimento. Começamos simplesmente por nos instalar: ajustar a luz, o som e a cadeira, e ter à mão aquilo de que precisamos.
- Prática inicial. Guio 10 a 20 minutos de práticas que nos ajudam a chegar e a encontrar apoio. Todas são formas de regular o sistema nervoso, por diferentes vias: por exemplo, a orientação no espaço à nossa volta, a pressão dos pés contra o chão, o toque no próprio corpo, a respiração, sons com a boca fechada, exercícios para os olhos e os ouvidos, imagens ou as práticas iniciais clássicas do Focusing, como «Libertar um espaço». As práticas mudam de semana para semana e muitas vezes combinamos várias na mesma sessão. Isto tem duas intenções, igualmente importantes: dar-te um repertório de práticas que podes usar tal como são, nas sessões e no dia a dia, e ajudar-te a abrir-te mais ao que o teu corpo te está a pedir, com permissão para fazeres aquilo que ele talvez já quisesse fazer, sem saberes que podias.
- Ronda de chegada. Um momento para cada pessoa dizer, em voz alta ou no chat, como está agora e o que precisar de partilhar antes de começarmos, incluindo como sentiu a prática inicial. Já é, em si, uma prática de Focusing: reparar no que lá está.
- Apresentação e demonstração. Apresento o tema do dia e faço uma demonstração ao vivo.
- Perguntas e respostas. Tempo para perguntas e esclarecimentos antes da prática.
- Intervalo. Tempo para esticar o corpo, beber água ou descansar os olhos do ecrã.
- Prática a pares. O coração do curso. Em salas separadas do Zoom, uma pessoa faz Focusing enquanto a outra lhe faz companhia, cerca de 25 minutos para cada uma, com tempo para preparar e, no fim, para deixar assentar o que surgiu. Os pares vão rodando, e eu participo sempre na prática, como mais um participante.
- Fecho. Voltamos a juntar-nos para partilhar o que levamos connosco e encerrar.
A primeira sessão é um pouco diferente: um acolhimento mais longo e tempo para combinarmos como vamos trabalhar em conjunto.
Cinco módulos, vinte sessões
Cada módulo tem quatro sessões semanais, com uma semana de pausa depois de cada um dos quatro primeiros. O que aprendes no início é praticado e aprofundado até ao fim.
Módulo 1 · Chegar, encontrar segurança e conhecer o sistema nervoso
Começamos pela intenção do primeiro passo de Gendlin, «Libertar um espaço» (Clearing a Space), que é encontrar em ti o lugar que está bem, e alargamo-la explorando muitas formas de encontrar em ti um lugar onde sentes apoio, algo a que voltamos ao longo de todo o curso: em cada sessão, a prática inicial mostra-te uma porta diferente. Praticas o reconhecimento das respostas de sobrevivência do corpo (por exemplo, luta ou fuga, congelamento, colapso) e exploras o que te ajuda a sentir apoio e segurança suficientes para que o Focusing aconteça. Como acompanhante, começas por fazer companhia à outra pessoa em silêncio.
1O que é o Focusing Experiencial e a atitude que pede.
A curiosidade amigável; ficar ao lado de um sentimento, em vez de dentro dele. Encontrar apoio na sala à tua volta e nos teus sentidos, um primeiro mapa do sistema nervoso, os acordos básicos do trabalho a pares e a primeira competência de quem acompanha: fazer companhia em silêncio.
2Recursos.
Âncoras de segurança interiores e exteriores; como deitar-te, sentar-te ou pôr-te de pé muda o que sentes; como a presença calma de outra pessoa te pode ajudar a acalmar.
3Luta ou fuga.
Reconhecer a inquietação, a urgência ou a raiva; o que ajuda quando este estado toma conta de ti; e, à medida que a capacidade cresce, aproximar-te dele em pequenas doses sem perderes a âncora no que te apoia, para lhe poderes fazer companhia com cuidado, curiosidade e paciência.
4Congelamento e colapso.
Reconhecer o nevoeiro, a dormência e o bloqueio; formas suaves de voltar ao presente quando tomam conta de ti; porque é que descansar não é o mesmo que desligar; e, quando a tua sensação de segurança é maior do que o nevoeiro, fazer-lhe companhia em pequenas doses, à procura de um degelo e não de uma inundação.
Módulo 2 · A linguagem do mundo interior
Exploramos como se desenrola naturalmente uma sessão de Focusing, procurando, tanto quanto possível, não perder a âncora da segurança sentida. Descobres as tuas portas de entrada para aquilo que sentes (os sentidos externos, as sensações, as emoções, o comportamento, os pensamentos…) e as tuas formas de lhe dar voz (palavras, imagens, som, gestos, movimento, desenho ou escrita, entre outras). Como acompanhante, começas a oferecer reflexos simples. Fica também o convite para experimentares a linguagem de presença: formas de nomear o que notas que lhe dão um pouco de espaço (por exemplo, «há aqui qualquer coisa como raiva», em vez de «estou com raiva»).
5O desenrolar de uma sessão clássica de Focusing.
Chegar, fazer contacto, deixar surgir um felt sense, encontrar as palavras ou imagens que lhe servem, ver se condizem com o que sentes e acolher o que veio; e experimentar a linguagem de presença.
6O trabalho a pares, mais a fundo.
Os seus acordos (o teu tempo, a tua privacidade, a confidencialidade), o papel do silêncio e a competência seguinte de quem acompanha: devolver o que ouves, experimentando talvez a linguagem de presença.
7Muitas portas de entrada.
O felt sense, as emoções, as sensações, o comportamento, os sentidos, a imaginação, a memória e o significado; o que fazer quando por uma das portas não chega nada.
8Expressão.
Deixar que o que sentes ganhe forma em palavras, gestos, som, movimento, desenho, escrita ou no que fizer sentido para esse lugar em ti, e encontrar o passo seguinte.
Módulo 3 · A arte de acompanhar com delicadeza
Primeiro, praticas o Focusing sem acompanhante, guiando o teu próprio processo. Depois, aprofundamos as competências de quem acompanha: reflexos para momentos específicos (por exemplo, quando duas partes de ti puxam em sentidos diferentes), sugestões suaves que quem focaliza é livre de ignorar e três formas clássicas de começar uma sessão (Libertar um espaço, uma exploração corporal e uma prática inicial inspirada no Wholebody Focusing).
9Focusing a sós.
Dar-te sugestões suaves a partir de um lugar onde sentes apoio, para conseguires fazer Focusing sem acompanhante.
10Reflexos que acolhem a complexidade.
Dizer as coisas de forma simples e verdadeira, manter uma pequena distância, lembrar a quem focaliza o espaço maior e acolher dois lados ao mesmo tempo com o mesmo calor.
11Sugestões que apoiam.
Propor uma possibilidade sem conduzir, com palavras que suavizam («talvez…», «se fizer sentido…»), e porque é que uma sugestão que não é aproveitada é um sucesso.
12Guiar uma prática inicial.
Propor à outra pessoa uma das três formas clássicas de começar uma sessão que fomos conhecendo ao longo destas semanas (Libertar um espaço, uma exploração corporal e uma prática inicial inspirada no Wholebody Focusing), e juntar todas as ferramentas de quem acompanha.
Módulo 4 · Os lugares interiores que nos protegem
O trauma e as feridas antigas deixam muitas vezes em nós um lugar que ainda carrega a dor e outros que se formaram para a proteger, através da crítica, do evitamento, do entorpecimento ou do controlo. Protegeram-nos, por vezes com um custo. Aqui não são problemas a resolver. Com segurança e apoio suficientes para que as respostas de sobrevivência não tomem conta, podemos deixar de tentar mudar ou eliminar estes lugares, e é muitas vezes aí que eles (tanto os que protegem como os que guardam a ferida) nos mostram aquilo de que precisam. Ninguém tem de partilhar nem de entrar numa memória, e na tua prática não tens de ir a estes lugares se não te parecer bem (por exemplo, se sentires que não há segurança suficiente para ficares com eles sem que tomem conta de ti).
13Quando algo protege outra coisa.
Sentir a situação como um todo a partir de um lugar onde sentes apoio, com a imagem que a Kay Hoffmann usa do mundo interior como um prado com um rebanho de ovelhas; primeiro a capacidade: apoio suficiente antes de tudo o resto.
14Fazer companhia aos lugares que nos protegem.
A crítica, o evitamento, o entorpecimento, o controlo, a ansiedade e a raiva como estratégias com boas razões, e o que acontece quando se sentem escutados.
15O processo que se desenrola.
A proteção relaxa quando sente que tens apoio suficiente; um ritmo suave de te voltares para o limiar da dificuldade e de alargares a atenção ao prado à sua volta; confiar na direção do corpo.
16O regresso a casa.
Só se a proteção se suavizar por si: oferecer presença àquilo que ela protegia, ao ritmo do corpo, e acolher de volta o que regressa.
Módulo 5 · Integração na vida de todos os dias
Levamos o Focusing para a tua vida: decidir a partir do que sentes, «experimentando» cada opção no corpo; sentir algo maior do que tu (na natureza ou como o entenderes); e a «pausa revolucionária», um momento para sentir antes de responder, para não perderes o teu centro numa conversa. Para fechar, sentimos o percurso inteiro e os passos certos para ti a seguir.
17Decisões.
«Experimentar» cada opção no corpo e sentir a resposta, incluindo «ainda não».
18O espaço maior.
Sentir algo maior do que tu, na natureza ou como o entenderes, e a intuição como um saber sentido.
19A pausa revolucionária.
Fazer uma pausa para sentir antes de responder; uma conversa guiada a pares.
20O caminho a seguir.
Rever todo o percurso, prática livre e sentir os passos certos para ti a seguir.
No fim do curso
Terás praticado:
- encontrar o que te ajuda a sentir apoio, de mais do que uma forma, e reconhecer em ti as respostas de sobrevivência (por exemplo, luta ou fuga, congelamento, colapso), com o que costuma ajudar quando começam a tomar conta e tornam difícil acolher o que sentes com cuidado, curiosidade e paciência;
- escutar-te à maneira do Focusing Experiencial: fazer uma pausa, sentir, encontrar as palavras, imagens ou gestos que servem e acolher o que vem;
- fazer companhia a outra pessoa, desde a presença silenciosa aos reflexos, às sugestões suaves e à proposta de uma prática inicial;
- fazer companhia ao que te protege, e àquilo que isso protege, sem forçar nada;
- levar a prática para a vida de todos os dias: as decisões, as conversas e o mundo à tua volta;
- começar e manter parcerias de Focusing com pessoas do teu grupo, e saber como encontrar novas.
Datas e horários
Todas as sessões são online (Zoom), em português. O grupo reúne-se 20 vezes, com uma semana de pausa depois de cada um dos quatro primeiros módulos. Todas as datas são de 2027, e os horários estão na hora de Lisboa.
Quartas-feiras, 18h00–21h00
Módulo 1
20 jan. · 27 jan. · 3 fev. · 10 fev.
Sem aula a 17 fev. (semana de pausa)
Módulo 2
24 fev. · 3 mar. · 10 mar. · 17 mar.
Sem aula a 24 mar. (semana de pausa)
Módulo 3
31 mar. · 7 abr. · 14 abr. · 21 abr.
Sem aula a 28 abr. (semana de pausa)
Módulo 4
5 mai. · 12 mai. · 19 mai. · 26 mai.
Sem aula a 2 jun. (semana de pausa)
Módulo 5
9 jun. · 16 jun. · 23 jun. · 30 jun.
A que horas é onde vives?
- Portugal continental e Madeira, Canárias, Reino Unido e Irlanda: 18h00–21h00.
- Açores: 17h00–20h00.
- Espanha (exceto Canárias), França, Bélgica, Luxemburgo, Suíça e Alemanha: 19h00–22h00.
- Brasil (Brasília e São Paulo): 15h00–18h00 até 17 de março e 14h00–17h00 a partir de 31 de março.
As aulas mantêm-se nos feriados (no Brasil, por exemplo, a 21 de abril, dia de Tiradentes).
O que está incluído
- 20 sessões ao vivo de 3 horas (60 horas), num grupo de sete pessoas no máximo, sempre o mesmo do início ao fim.
- Prática a pares em todas as sessões, com pares que vão rodando, para praticares com todas as pessoas do grupo.
- Práticas de regulação do sistema nervoso em todas as sessões, muitas vezes mais do que uma, descritas no guia de cada sessão, para as usares também por tua conta.
- Gravações das práticas iniciais, das apresentações e das perguntas e respostas, só comigo no ecrã, na pasta partilhada do grupo até 31 de dezembro de 2027, para recuperares uma sessão ou reveres um tema. Nunca apareces nas gravações.
- Guias escritos e leituras complementares na mesma pasta.
- Um grupo de WhatsApp para mensagens práticas e lembretes.
- Sessões individuais de 50 minutos comigo a 35 € em vez de 70 €, enquanto o curso decorre.
- O Certificado de Competências de Focusing da BFA.
- Se quiseres, a minha recomendação para o reconhecimento Proficiency in Focusing Partnership do TIFI (ver abaixo).
O certificado e o que vem depois
Quando terminas o curso, podes receber dois tipos de reconhecimento.
1. O Certificado de Competências de Focusing da BFA (automático)
Um certificado da British Focusing Association (Focusing Skills Certificate), em inglês, assinado por mim, com o teu nome, as datas e as 60 horas, que reconhece que concluíste a formação nas competências fundamentais. Está incluído no preço e recebe-lo automaticamente quando cumpres os requisitos do curso: as 20 sessões, com até duas sessões em falta recuperadas com a gravação e uma prática a pares, e as restantes compensadas numa sessão individual comigo (50 minutos, 35 €).
Com ele, podes inscrever-te gratuitamente no Partnership Directory da BFA e entrar no seu grupo de WhatsApp (ambos em inglês), para encontrares, com pouca antecedência, alguém com quem praticar Focusing. É também a base que a formação de Practitioner da BFA exige (é a tua mentora ou mentor de formação quem decide quando podes começar) e, em geral, mais do que suficiente para começar uma formação profissional em Focusing noutro programa, embora cada um defina os seus requisitos. Se conta como formação contínua, depende das regras da tua ordem ou associação profissional.
2. O reconhecimento Proficiency in Focusing Partnership (PFP) (opcional)
Um reconhecimento internacional atribuído pelo TIFI (The International Focusing Institute), em Nova Iorque, pela proficiência em Focusing, em escuta e em trabalho a pares. Ficas em condições de o pedir quando terminas o curso, mas não é automático: pede-lo se quiseres.
A sua principal vantagem é dar acesso à Partnership Network do TIFI, um diretório internacional onde podes procurar outras pessoas que fazem Focusing, em muitas línguas e fusos horários, para trocas gratuitas entre pares. O Focusing é uma prática para a vida, e muitas pessoas têm dificuldade em mantê-la sem alguém com quem praticar.
O curso abrange as competências que este reconhecimento pede (escuta, contacto com o felt sense e experiência de trabalho a pares), por isso o processo é simples:
- Recomendação. No fim do curso, se quiseres o reconhecimento e eu sentir que cumpres os critérios de competências necessários, envio ao TIFI uma recomendação formal em teu nome, sem custos adicionais.
- Quota de membro. Tornas-te membro do TIFI, o que também é necessário para a Partnership Network. A quota começa atualmente nos 25 dólares americanos por ano.
- Taxa de processamento. Pagas ao TIFI uma pequena taxa única para processar o reconhecimento e o enviar pelo correio. Depende do país onde vives e vai atualmente dos 5 aos 35 dólares americanos (por exemplo, 35 nos Estados Unidos, 30 no Reino Unido e na Irlanda, 25 em Portugal e em Espanha e 10 no Brasil).
- O reconhecimento. O TIFI envia-me o documento para eu assinar, e depois faço-to chegar.
O reconhecimento é totalmente opcional: podes fazer o curso só pelo certificado da BFA e pelo teu próprio crescimento. Mas, se quiseres praticar com pessoas de todo o mundo depois do curso, recomendo-o vivamente. Mais informação sobre o reconhecimento no site do TIFI (em inglês).
Preço e inscrição
540 € de uma só vez, se te inscreveres e pagares até 15 de dezembro de 2026; 570 € depois dessa data.570 € de uma só vez.
Ou 600 € em cinco prestações de 120 €: a primeira quando te inscreves (corresponde ao último módulo) e as outras na semana antes de cada um dos módulos 1 a 4.
Os pagamentos são em euros, a partir de qualquer país. As formas de pagamento vêm no email de inscrição. Se estiveres com o orçamento apertado, escreve-me.
Inscrever-te significa comprometeres-te com o curso inteiro: o grupo mantém-se junto da primeira à última sessão, e o teu lugar fica guardado para ti durante as 20 sessões.
Tamanho do grupo
O grupo tem no máximo sete participantes e precisa de pelo menos quatro para avançar. As inscrições ficam abertas até à véspera do início ou até o grupo estar completo. Assim que tem quatro participantes, aviso toda a gente de que vai avançar. Se faltarem participantes, aviso-te uma semana antes da primeira aula e decido dois dias antes se o grupo avança. Se não avançar, recebes tudo de volta.
Cancelamento
- Nos primeiros 14 dias. Como te inscreves online, a legislação europeia de defesa do consumidor dá-te 14 dias para cancelar. Se o teu grupo ainda não tiver começado, recebes tudo de volta; se já tiver começado, são descontadas as sessões já realizadas (um vigésimo do preço que pagas pelo curso, por cada uma).
- Depois dos 14 dias. Aplicam-se as minhas condições. A primeira prestação não é reembolsada: garante o teu lugar num grupo que se mantém junto do início ao fim. Se saíres, antes ou durante o curso, simplesmente não pagas as prestações seguintes. Se pagaste tudo de uma vez, recebes de volta a diferença entre o que pagaste e o que terias pago até essa altura no plano de prestações.
Como participar
Como o Focusing Experiencial é relacional, encontramo-nos antes de te inscreveres.
- Fala comigo. Marca uma conversa gratuita (cerca de 30 minutos), envia-me uma mensagem pelo WhatsApp ou escreve-me para goncalo.moreira.phd@gmail.com.
- Encontramo-nos. Não é uma entrevista nem uma sessão guiada: é uma oportunidade para perguntares o que quiseres, teres uma ideia de como ensino e vermos em conjunto se este é o curso que procuras e se é adequado ao momento em que estás, já que o grupo se mantém junto durante todo o curso.
- Inscreve-te. Se tu e eu sentirmos que é o certo, envio-te um email de inscrição com o preço, as formas de pagamento e as condições. Respondes «Concordo».
- Paga a primeira prestação ou o valor total. O teu lugar fica confirmado quando o pagamento chegar.
Gostavas de sentir na prática o que é o Focusing antes de decidir? Marca uma sessão individual comigo (50 minutos) ao preço do curso (35 €).
Ou vem a uma aula experimental gratuita online (cerca de 2 horas), uma versão mais curta de uma aula real (acolhimento, prática inicial, ronda de chegada, uma apresentação em que falo do Focusing Experiencial, da minha abordagem e do curso, um momento para perguntas, uma prática curta a pares e partilha). Quarta-feira, 25 de novembro ou 2 de dezembro, das 18h00 às 20h00 (hora de Lisboa).Quarta-feira, 2 de dezembro, das 18h00 às 20h00 (hora de Lisboa). Inscreve-te aqui.
Quarta-feira, 25 de novembro
18h00–20h00 (hora de Lisboa)
Inscreve-te no Eventbrite: Quarta-feira, 25 de novembroou inscreve-te no Meetup: Quarta-feira, 25 de novembroQuarta-feira, 2 de dezembro
18h00–20h00 (hora de Lisboa)
Inscreve-te no Eventbrite: Quarta-feira, 2 de dezembroou inscreve-te no Meetup: Quarta-feira, 2 de dezembro
De que vais precisar
- Um espaço sossegado e privado.
- Um computador ou tablet com câmara e microfone, e o Zoom.
- Auscultadores, que ajudam no som.
Opcional, mas dá jeito ter à mão:
- Uma manta, almofadas e uma bebida.
- Alguma coisa para segurar ou para mexer nas mãos.
- Lápis de cor, se gostares de desenhar o que surge.
- Um tapete ou uma manta grossa, se quiseres fazer as poucas práticas que se podem fazer no chão.
Sobre mim
Conheci o Focusing Experiencial em 2009, com a Kay Hoffmann. Cheguei à procura de uma forma de resolver problemas e encontrei algo mais profundo: a experiência de ser verdadeiramente escutado, sem ter de resolver nada. Ao longo dos anos, e sobretudo nos desafios do meu doutoramento (seis anos a explorar o Focusing como base para a criação musical), tornou-se a minha bússola para encontrar os meus próximos passos.
Eu próprio sou neurodivergente, por isso sei por dentro como as pessoas podem percecionar, sentir e agir de formas muito diferentes, e quantas vezes os conselhos habituais para relaxar ou respirar fundo não resultam. Criei este curso como o espaço suave e flexível que gostava de ter tido quando comecei. A minha experiência influencia a forma como ensino, mas não me faz supor que as outras pessoas vivam as coisas como eu.
Em 2026 dei a primeira edição deste curso a quatro pequenos grupos online (20 participantes, em inglês e em português), depois de ter sido assistente no curso de Competências de Focusing que a Kay Hoffmann deu pela BFA em 2023. Interessam-me especialmente o trabalho com pessoas sensíveis e neurodivergentes e o lado criativo e expressivo do Focusing. A escuta atenta e uma mente de principiante estão, para mim, no centro do ensino do Focusing.
Formação
- Focusing Trainer (The International Focusing Institute, 2026) e Focusing Teacher (British Focusing Association, 2026)
- Focusing Professional (TIFI, 2025) e Focusing Practitioner (BFA, 2024)
- Somatic Experiencing® Practitioner (SEP), 2023
- Doutoramento em Ciências Musicais (área de especialidade: Ensino e Psicologia da Música), Universidade NOVA de Lisboa, 2025. Tese: «A Journey of Resonances: Exploring Focusing as the Basis for Music Creation»
- Mestrado em Ensino de Música (Piano Jazz), Universidade de Aveiro, 2016
- Mestrado em Música, Performance (Piano Jazz), Universidade de Aveiro, 2013
- Licenciatura em Música (Piano Jazz), Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), Porto, 2011

De onde vem
O curso tem raízes no Focusing de Gendlin e inspira-se também no Inner Relationship Focusing, no Wholebody Focusing, no Focusing-Oriented Expressive Arts (FOAT®) e no BioSpiritual Focusing. As formas de encontrar apoio inspiram-se:
- na minha formação em Somatic Experiencing®;
- na Organic Intelligence®, com a sua «janela de bem-estar» e a liberdade de começar pelo mundo à tua volta, e não sempre por dentro;
- na terapia ocupacional;
- em quem ensina sobre o sistema nervoso, como Linda Thai, Janae Elisabeth (Trauma Geek) e Justin Sunseri;
- em muitas fontes sobre neurodivergência, que descrevem os desafios específicos que as pessoas neurodivergentes enfrentam e as estratégias que podem ajudar.
O Focusing Experiencial está sempre no centro: este curso não é uma formação nesses outros métodos.
Perguntas que talvez tenhas
Preciso de experiência prévia?
Não. O curso começa do princípio. A conversa gratuita serve para vermos em conjunto se é adequado ao momento em que estás.
Já conheço o Focusing. Este curso é para mim?
Pode ser. Revisitas os fundamentos com o apoio sempre em primeiro lugar, muitas vias para sentir e exprimir, e as competências de quem acompanha construídas passo a passo, num grupo pequeno com pares que vão rodando. Se estiveres a pensar ir mais longe, o certificado da BFA é a base para a formação de Practitioner da BFA e um bom ponto de partida para formações profissionais em Focusing noutros programas. A conversa gratuita é um bom momento para ver se o curso corresponde ao que procuras.
Posso experimentar o Focusing contigo antes de decidir?
Sim: vem a uma aula experimental gratuita ou marca uma sessão individual comigo (50 minutos, 35 €) para sentires na prática o que é o Focusing. A conversa gratuita serve para nos conhecermos e vermos se o curso é adequado para ti.
Porque é que a conversa é necessária?
Como o grupo se mantém junto da primeira à última sessão, é importante que este seja o curso que procuras e que seja adequado ao momento em que estás. A conversa é uma oportunidade para vermos isso em conjunto e para perguntares o que quiseres. Não é uma entrevista.
Isto é psicoterapia?
Não. É uma formação em Focusing Experiencial. Não faço diagnósticos nem trato problemas de saúde física ou mental, e o curso não substitui a psicoterapia.
É parecido com meditação ou mindfulness?
Há alguns pontos em comum: em ambos se faz uma pausa e se repara, com uma atenção amável, no que está presente. No Focusing, a seguir, voltas-te para algo específico (uma situação, um sentimento, um felt sense) e dás-lhe tempo para encontrar palavras, imagens ou movimentos, e para mostrar aquilo de que precisa. Não precisas de ter experiência de meditação.
Tenho dificuldade em sentir o corpo. Isto é para mim?
Sim, e não és a única pessoa. Nunca insistimos em ir para dentro: podes começar pelo que vês ou tocas à tua volta, um som, uma palavra, uma imagem ou um movimento, e construir a partir daí, passo a passo.
Vai funcionar para mim, sendo uma pessoa altamente sensível ou neurodivergente?
Não há uma única forma certa de participar. Podes mexer-te, rabiscar, mexer em objetos, usar o chat, desligar a câmara, desviar o olhar ou sair sempre que precisares, sem pedir autorização, e o que sentes pode ganhar forma em palavras, desenho, som ou movimento. Não tens de partilhar um diagnóstico nem a tua história, embora possas fazê-lo, comigo ou com o grupo, se achares que ajuda. Se alguma coisa prática te ajudar a participar, diz-me na conversa gratuita ou em qualquer altura.
Tenho de ter a câmara ligada ou de falar no grupo?
Convido-te a manter a câmara ligada, porque ajuda a criar proximidade, mas podes desligá-la sempre que precisares. Ninguém tem de falar no grupo: o chat está sempre aberto e, quando és tu a fazer Focusing, escolhes o tema, o ritmo e a profundidade.
Três horas é muito tempo em frente a um ecrã. Vou aguentar?
Há quem ache três horas em frente ao ecrã muito tempo, por isso cada sessão mistura vários tipos de atividade: uma prática inicial, a apresentação do tema do dia com uma demonstração, perguntas e respostas, um intervalo, cerca de uma hora de prática a pares e um momento de partilha e fecho. Podes mexer-te, rabiscar, desligar a câmara ou sair sempre que precisares.
Há trabalho entre sessões?
Não há trabalhos de casa obrigatórios, e os materiais de cada sessão ficam na pasta partilhada, para leres se quiseres. Praticar com alguém do grupo entre sessões é muito recomendado: é aí que as competências assentam, e é assim que se criam as parcerias que continuam depois do curso. Combinar essas práticas fica a cargo de cada par.
As sessões são gravadas?
A prática inicial, a apresentação e as perguntas e respostas são gravadas só comigo no ecrã, para poderes recuperar uma sessão a que faltaste ou rever um tema. Nunca apareces nas gravações: repito cada pergunta em voz alta antes de responder, as vozes de quem participa são cortadas na edição, e a prática a pares e as partilhas em grupo nunca são gravadas. As gravações ficam na pasta partilhada do grupo até 31 de dezembro de 2027 e não são para descarregar nem partilhar.
E se faltar a uma sessão?
Até duas sessões em falta recuperam-se com a gravação e uma prática a pares antes da sessão seguinte, sem custos. A partir da terceira, cada uma é compensada numa sessão individual comigo (50 minutos, 35 €), depois de veres a gravação e antes da última sessão do curso. Não é possível ir à sessão de outro grupo em vez da tua.
O certificado conta como formação contínua?
Depende das regras da tua ordem ou associação profissional. O certificado é assinado por mim e indica o teu nome, as datas e as 60 horas.
Como pago e em que moeda?
Em euros, a partir de qualquer país; as formas de pagamento vêm no email de inscrição. Podes pagar de uma só vez (540 € se te inscreveres e pagares até 15 de dezembro de 2026, 570 € depois dessa data570 €) ou em cinco prestações de 120 €.
E se estiver com o orçamento apertado?
Escreve-me. Podes pagar em cinco prestações de 120 € (a primeira quando te inscreves e as outras na semana antes de cada um dos módulos 1 a 4).
Como é este curso, comparado com outros cursos de Competências de Focusing da BFA?
Cada formadora ou formador da BFA ensina as mesmas competências fundamentais à sua maneira. Aqui, as 60 horas formam um só curso, com um só grupo pequeno e um só formador, da primeira sessão ao certificado. Do princípio ao fim, o curso é atravessado pelo apoio em primeiro lugar, por uma abordagem integrativa ao sentir e à expressão e por uma prática neuroafirmativa: começas pelo que te ajuda a sentir apoio, a escuta da outra pessoa começa em silêncio e és tu que decides quanto te mexes, desenhas, falas ou mostras.
Em que língua é o curso?
Em português. Na prática a pares, podes usar outra língua se a pessoa com quem praticas também a falar.
O curso também é dado noutras línguas?
Sim: em inglês, às segundas-feiras (17h30–20h30, a partir de 18 de janeiro) e às sextas-feiras (10h00–13h00, a partir de 22 de janeiro), e em espanhol, às quintas-feiras (17h30–20h30, a partir de 21 de janeiro), sempre na hora de Lisboa. Em inglês · Em espanhol
Como posso continuar depois do curso?
De várias formas:
- com parcerias de Focusing: com pessoas do teu grupo, através do Partnership Directory e do grupo de WhatsApp da BFA (em inglês), ou através da Partnership Network do TIFI, quando tiveres o reconhecimento Proficiency in Focusing Partnership;
- com sessões individuais;
- se quiseres ir mais longe, com uma formação profissional.
Vamos conversar
Se tens curiosidade, o passo seguinte é uma conversa gratuita de cerca de 30 minutos. Sem compromisso: encontramo-nos, perguntas o que quiseres e vemos em conjunto se este curso é para ti neste momento.
ou escreve-me para goncalo.moreira.phd@gmail.com. Se quiseres experimentar primeiro o Focusing, também podes marcar uma sessão individual comigo (50 minutos, 35 €).